segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Como Desarmar uma Pessoa pela Manhã

08:20 e o celular toca. Mensagem.

Meio dormindo, abro os olhos somente o suficiente para ver de quem é. Número ovni.

"Bom dia."

Quem é esse SER que me acorda com uma mensagem de "bom dia"? Juro que se for aquele maluco eu vou mandá-lo tomar no cu. Só pode ser dele. Só ele é brasileiro e não desiste nunca. …mas bem que podia ser do… DEIXA DE SER BOBA, PATRÍCIA!

- Alô?

- Não queria te acordar.

E reconheço a voz. E aquele sorriso gostoso aparece, mesmo que eu não queria. Até para uma conversa fria e impessoal, era a melhor voz que eu poderia escutar pela manhã.

[Pode ser boba, Patrícia. Mas bem pouquinho. Só o suficiente para você imaginar ele aqui do seu lado e pegar no sono de novo… afinal, pode ser que tudo tenha sido um sonho.]

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

…

Esse ano eu tô sem paciência para sorrisos falsos, abraços superficiais e "Feliz Natal" vazios. Não vou cantar "Noite Feliz" e "Jingle Bell" na secretária de ninguém, do mesmo modo que só retribuirei as estimas de Feliz Natal e bom 2010 daqueles que realmente quero que tenham isso.

Aos outros, eu só peço o que gostaria de ter todos os dias: sinceridade, em tudo. Na amizade, na ligação, no sorriso, em qualquer relação.

Que ganhem muitos presentes e que o dom de perdoar e esquecer o mal que lhe fazem seja um deles.

Que ganhem muitos beijos e abraços de crianças e que aprendam com elas a não esquecerem aquela inocência gostosa de achar que tudo vai dar certo e ver as coisas como são. Porque, às vezes, é só isso: sem complicação, sem subliminaridade, sem segunda intenção. É o que é, e só.

Que tenham alguém especial de quem lembrar, mesmo que essa pessoa não esteja pensando em você.

Que o "SIM" seja dito muitas vezes, que oportunidades sejam aceitas e que o medo de tentar desapareça!

Que tenham forças e coragem para agradecer qualquer ombro amigo que apareça e que agradeçam todos os dias por mais um dia. Porque não importa se você riu ou chorou, o importante mesmo é o que aprendeu – já que tudo é experiência, temos que tirar o melhor possível delas.

Que "desculpa" e "obrigada" sejam palavras recorrentes nos seus vocabulários e que não sejam ditas com medo ou com vergonha. Que o orgulho só seja utilizado quando for realmente necessário, nunca para impedir o uso dessas duas palavrinhas aí de cima.

Espero que 2010 seja sereno, para que possamos colocar em prática todos esses presentes de Natal e que aproveitemos cada minuto, intensamente.

Feliz Natal, de coração.

E que 2010 seja o melhor ano de suas vidas!

…porque, da minha, será.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Presentes

E nessa época do ano surge aquela dúvida: a quem presentear e o que dar de Natal? Não, não falo daquelas pessoas recorrentes e que invariavelmente estarão presentes na sua lista todos os anos, mas sim daquelas que entraram na sua vida "na última hora" e que tornaram-se relevantes – e nisso incluo novos amigos, aquela pessoa especial e mesmo aquele professor sensacional que te dá orientações ótimas para o TCC ou pesquisa científica.

Apesar de ser bastante mão de vaca (capricorniana, folks), acredito que as pessoas especiais em minha vida mereçam coisas especiais também, por isso não acabo estipulando um valor de presente para cada um. Não importa o valor, o que tornará o presente especial é o significado que ele tem para quem o receberá.

Cada presente é único e devemos, sim, nos preocupar com os detalhes. Uma embalagem diferenciada, algo que o torne único – um autógrafo numa camisa do time 'x' se a pessoa é fanática, uns docinhos que tenham significado para vocês ou mesmo o seu perfume que a pessoa gosta no ursinho ou almofada com a qual a presenteará (NÃO em roupas, por favor!) – além, é claro, do essencial: o presente deve ser escolhido para a pessoa. Não há nada mais impessoal e tosco do que "vales": Vale-CD, Vale-Livro, Vale-Compras, Vale-Mãe… mesmo que você erre, ache algo que você acredta que a pessoa gostará. Se ela não gostar, ela troca! NADA de vales!

A menos que você seja bastante íntimo da pessoa, fuja de   lingeries e afins. Uma das situações mais "vergonha-alheia" pela qual passei envolveu isso: a maluca resolveu presentear a professora com uma camisola vermelha. A professora ficou visivelmente constrangida, da cor da camisola, e com aquele sorriso amarelo, dizendo que havia adorado. Ela com certeza poderia ter gostado muito, se não tivesse ganho de uma aluna. E isso é para vocês, meninos: lingerie só depois de uns belos meses saindo.

No caso de roupas, fujam de roupas muito coloridas e com cores muito fortes. Mesmo que a pessoa goste bastante de roupas coloridas, opte sempre pelo branco/preto. As chances de errar são bem menores.

SAPATOS, NÃO! Não. Não, não, não. De maneira NENHUMA. Há muito envolvido na escolha de um sapato, não somente o quão lindo ele é. Leva-se em consideração como ele calça, como fica no seu pé, o quanto ele é confortável e mesmo o número. Num modelo posso usar 38, no outro 37 ou mesmo um 39. Então, não arrisque. Querer brincar príncipe da Cinderela é legal, mas se você não conhece bem a pessoa… forget it.

Tenham em mente que quanto menos você conhece a pessoa, mais você pode se arriscar…

Então, mãos a obra! Ainda faltam três dias para o meu aniversário (vulgo Natal) e ainda dá tempo de achar aquele presente bacana para as surpresas de última hora!

domingo, 20 de dezembro de 2009

O que ela mais gostava não eram dos beijos, nem de como sua voz era macia e seu sorriso lindo. O que disparava seu coração era a maneira como ele a olhava e a tocava, como se mais nada existisse, fazendo-a se sentir a pessoa mais especial do mundo.

Ele a olhava como se quisesse decorar cada parte dela e a tocava como se quisesse tomar posse de cada pedaço para si. Seus olhos pareciam querer saber todos os seus pensamentos e segredos, e aprender a reconhecer todas as suas reações, enquanto as pontas dos dedos faziam novos caminhos e criavam novas delimitações por sua pele, deixando-a arrepiada.

"Olha pra mim."

E a imagem de seus olhos vinham a sua mente, junto a excitação e quase as mesmas reações que tivera na hora.

E entre a cena de um vulção em erupção e uma fuga num trailer, a realidade a trás de volta.

Tudo isso que ela havia se lembrado, tinha acontecido depois do filme. E, naquele dia, ele não estaria ao seu lado após o final. Ou mesmo antes.

Tudo, mais uma vez, não passariam de lembranças. Só eram mais momentos bons, e que não se repetiriam, para sua caixinha…

sábado, 19 de dezembro de 2009

'Olha, essa aqui é a fulaninha…'

Tenho a mania chata de tentar me proteger e proteger a todos de quem gosto, isso em qualquer aspecto da minha vida.

Se tenho duas turmas de amigos diferentes e sei que há pessoas que não se dão – ou por ciúme de mim (haha, a desejaaada) ou por incompatibilidade de pensamento – evito fazer com que estas fiquem juntas. Afinal, não é porque eu gosto que tenho que forçar a outros gostarem também.

O mesmo acontece no aspecto afetivo. Eu simplesmente não consigo apresentar a pessoa com a qual estou envolvida aos meus amigos ou meu irmão – não citarei meus pais, porque isso só quando eu estiver quase casando… hehe - a menos que realmente goste muito dele. Só consigo lembrar de uma situação onde isso tenha acontecido.

Por outro lado, se isso é um problema para mim, não costuma ser para meus paqueras. Um fez questão de chamar a família toda para me conhecer na primeira vez que saímos e já programava um churrasco no próximo final de semana para me apresentar aos amigos; o outro achava que deveria virar brother dos amigos dele e frequentar a república da qual ele não saia mesmo que ele estivesse ausente; já tive aquele que me apresentou o melhor amigo no nosso segundo encontro e que, se havía qualquer conflito, a situação era toda resolvida a três ou a quatro, quando o 'terceiro elemento' muito brother - dele - também tinha que se meter; e aquele que, além de me apresentar a roda de família & amigos, dava piti se eu não almoçasse com ele e a mãe dele a cada quinze dias, pelo menos, ou não levasse o primo dele toda vez que saía de balada – afinal, preciso de um segurança, né? E realmente não irei olhar para o lado se ele não for e o primo dele estiver ali, fazendo as honras…

É só para mim que isso parece muito estranho? Não me parece muito normal deixar que alguém que não fará parte da sua vida entrar naquilo que você tem de mais precioso - que é o papel que meu irmão e meus amigos ocupam na minha vida - para talvez criar um vínculo e depois tirar a pessoa desse meio.

Tenho uma amiga que faz questão de nos apresentar qualquer novo paquera que ela tenha. QUALQUER UM. Se na terça saímos para jantar e o 'x' vai, na sexta saímos de balada e quem aparece é o novo, o 'y'. Ao questionar cadê o 'x', ela geralmente responde que precisava da "nossa aprovação". Oi? Aprovação? Quem tá com o cara é você ou eu? Ele tem que ser bonito para mim ou para você? Ele tem que fazer quem feliz?

É ridículo. Tudo não passa de um desfile. Você "expõe" o novo "bem" para depois simplesmente achar outra pessoa. Isso é falta de sensibilidade tanto para quem você quer bem – se alguém substituí uma pessoa com tanta facilidade, também fico me sentindo 'substituível' – quanto para com a pessoa que foi inserida na roda – porque, desculpa, posso ser bastante simpática, mas não quero sequer pensar em conhecer seus amigos ou família antes de te conhecer bem e ter certeza que não enjoarei daqui um mês.

Então, por favor. Reflitam antes de qualquer apresentação! Não vá sair apresentando o/a paquera da semana só para posar de pegador. Isso dá nojo!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

"Gosto quando te calas porque estás como ausente,
e me ouves de longe, minha voz não te toca.
Parece que os olhos tivessem de ti voado
e parece que um beijo te fechara a boca.

Como todas as coisas estão cheias da minha alma
emerge das coisas, cheia da minha alma.
Borboleta de sonho, pareces com minha alma,
e te pareces com a palavra melancolia.

Gosto de ti quando calas e estás como distante.
E estás como que te queixando, borboleta em arrulho.
E me ouves de longe, e a minha voz não te alcança:
Deixa-me que me cale com o silêncio teu.

Deixa-me que te fale também com o teu silêncio
claro como uma lâmpada, simples como um anel.
És como a noite, calada e constelada.
Teu silêncio é de estrela, tão longinqüo e singelo.

Gosto de ti quando calas porque estás como ausente.
Distante e dolorosa como se tivesses morrido.
Uma palavra então, um sorriso bastam.
E eu estou alegre, alegre de que não seja verdade."

[Pablo Neruda]

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Rafaeeelle

Vulga Fá, Ayalinda, Rafa, amiiiga e afins.

Duas coisas:

"É essa incansável busca pelo prazer que me dá vida e me cansa. Essa paixão imensa por viver cada segundo intensamente, não disperdiçando nenhum minuto. Muitas vezes nessa busca, a mágoa e a decepção são inevitáveis... e junto com elas algumas juras e promessas, supostamente eternas - mas completamente sem sentido - são feitas. Passamos a viver nos defendendo de tudo e de todos, até a ferida cicatrizar. Ou não. Às vezes aparece um alguém que derruba todas as nossas barreiras e nos dá força para sentirmos e buscarmos novamente aquilo que era a inspiração de nossas vidas. E quando esse alguém aparece, oferencendo a segurança, o apoio e a coragem necessárias, a única coisa que a gente pode querer é agradecer e segurar essa pessoa... e não deixar ela sair do nosso lado nunca mais."

[por mim, em 25 de Julho de 2006]

"...É porque eu não quis o amor solene, sem compreender que a solenidade ritualiza a incompreensão e a transforma em oferenda. E é também porque sempre fui de brigar muito, meu modo é brigando. É porque sempre tento chegar pelo meu modo. É porque ainda não sei ceder. É porque no fundo eu quero amar o que eu amaria - e não o que é. É porque ainda não sou eu mesma, e então o castigo é amar um mundo que não é ele. É também porque eu me ofendo à toa. É porque talvez eu precise que me digam com brutalidade, pois sou muito teimosa…"

[Clarice Lispector]

É… por mais que o tempo passe, eu sempre posso dizer as mesmas coisas a você.

Minha vizinha, minha pequenina, minha diário… minha gêmea.
Porque eu sou aquela menina do sorriso 24 horas/dia, cheia das idéias mirabolantes, alto astral e forte pra caralh*... e você me fez ver isso ontem, há um ano e, se Deus quiser, continuará sempre!

Que seu sorriso gigaaante e seus olhinhos azuis estejam sempre ao meu lado, fazendo com que eu veja tudo sobre outro prisma, puxando a minha orelha, tendo aventuras malucas… e dividindo a vida comigo.

Obrigada por ser assim, tão você! :)

paaaa

domingo, 13 de dezembro de 2009

"A vida é como um almofadão:

Um dia você tá lá... bem… feliz… relaxando… no outro dia… PUFF…"

sábado, 12 de dezembro de 2009

É…

Você percebe que está completamente ferrada quando beija um cara que você queria beijar há bastaaante tempo… e não sente nada. Nadica. Porcariazinha nenhuma. Nem no sentindo físico, emocional, sentimental, racional, psicológico ou sei lá eu que outros sentidos existem.

Você ainda consegue ir além, trocando o nome dele toda vez que olha para seus cabelos – porque eles são bagunçados e cacheados como o da pessoa que você gostaria que tivesse ali –, e ligando um pouco alterada para o ausente…

Cansei dessa brincadeira. Alguém sabe alguma mandinga, simpatia, macumba, dança do desaparecimento ou qualquer outra coisa que faça com que eu magicamente me desencante?

Odeio me sentir assim.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Mulher-objeto

Confesso que certas coisas ainda me assustam.

Estava eu na academia, correndo atrás do meu projeto – Projeto Verão? Projeto Vestido-de-Formatura? Projeto Acaba-Logo-Porcaria-de-Promessa (que fez aniversário agora dia 05… um ano e cinco meses! UHU! =/ )? – quando encontro um conhecido que há tempos não via. Eis que colocando o assunto em dia (Tá namorando? Casou? E a faculdade?), tenho a seguinte devolutiva após afirmar que 'não, não estou namorando' e que 'sim, ainda quero me casar':

"…mas você sabe que está fazendo tudo errado, né? Se você quer casar, não precisa ser inteligente… é só ser ter um corpão…"

Na hora me faltaram palavras para definir o asco que senti. Acreditava que os homens que gostavam das "burras, porém gostosas" já não existiam mais e agradecia por isto. Mas, ledo engano. Eles ainda existem – e pior – ainda há mulheres que se sujeitam a isso: finjem-se de burras para manterem seus relacionamentos.

Alguém pode me dizer que graça há nisso? Porque, ao meu ver, isso nada mais é do que uma relação de interesses (ou relação puta-cliente, como preferirem): eu te como e desfilo com você, mas em compensação pago seus cartões de crédito. Quanto tempo dura uma relação assim? Um mês, um ano, uma vida? É preciso muita falta de auto-estima, por parte de ambos, para que isso aconteça. Você só terá a pessoa do seu lado como enfeite e conversará com ela sobre o que, como está frio hoje?

O tesão e a vontade de exibir o que possuímos, passam… são as conversas e os momentos bons, compartilhados, que ficam. Devaneios sobre o buraco negro, a cor da pitanga, canções de ninar e carneirinhos pulando a cerca, marcam. Infelizmente… ou não.

Mas, olha… foi bem fácil entender porque o panaca ainda está sozinho… e porque continuará se depender de mim e da minha campanha contra.