segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Closer

- Can I still see you? … Dan, can I still see you? Answer me.

- I can't see you. If I see you, I'll never leave you.

- What will you do if I find someone else?

- Be jealous.

- You still fancy me?

- Of course.

- You're lying. I've been you. Will you hold me? … I amuse you but I bore you.

- No… No.

- You did love me?

- I'll always love you. I hate hurting you.

- Why are you?

- Because I'm selfish. And I think I'll be happier with her.

- You won't. You'll miss me. No one will ever love you as much as I do. Why isn't love enough? … I'm the one who leaves. I'm supposed to leave you. I'm the one who leaves.

domingo, 7 de novembro de 2010

Filhos

Desde quando me entendo por gente, me interesso por homens mais velhos. Eles nos tratam melhor, nos mimam mais, te ensinam bastante, são bem sinceros sobre o que querem ou deixam de querer... é sempre uma relação de ganha-ganha, pelo menos para mim.

Acontece que o tempo passou, o interesse pela diferença de idades manteve-se... mas o público alvo em si mudou. Se antes minha maior preocupação era alguma ex-namorada psicopata ou ex-peguete maluca, hoje em dia tenho que me preocupar com ex-mulheres e filhos.
Nesses casos, além de encarar uma realidade diferente da planejada para o meu futuro - aquela coisa de casamento estável e até que a morte nos separe, amém -, tenho que me proteger e proteger a alguém que muitas vezes não quero conhecer: o filho do cara.

Embora seja muito óbvio para alguns pais solteiros, para outros não é tão claro que ele não deve apresentar toda nova namorada para o filho. Não sei se é para mostrar para o filho (ou para a ex) que é pegador, por pura ingenuidade ou falta de bom senso... eu sei que me arrepio quando, com a maior cara de pau do mundo, o cara diz que o esse é o fim de semana dele com o Joãozinho e ele acha que já tá na hora de nos conhecermos - afinal, já estamos juntos há "algum tempo" (= poucas semanas) .
Oi? Só eu acho isso errado?
Para que apresentar seu filho para uma pessoa que não quer conhecê-lo?
Pior: para que conhecer filho de alguém com quem não tenho nenhuma perspectiva de futuro?
Isso só causará dor de cabeça a mim e a criança quando, eventualmente, não nos vermos mais.
É muito difícil achar uma criança que tenha superado o divórcio dos pais tão bem e que não ache que foi culpa deles... e não sou eu quem vou querer fazê-la se sentir rejeitada novamente.

Então, papais solteiros queridos, usem o bom senso: pensem 257287 vezes antes de apresentar seu filho para sua namorada, rolo ou afins. Só dê esse passo quando vocês já estiverem juntos há um bom tempo e quando você tiver certeza de que os dois estão na relação (é, não adianta nada você achar que encontrou a futura madrasta do seu pimpolho se ela tem como música tema "agora eu tô solteira e ninguém vai me segurar").
Quando sentir que já é o momento, comece a preparar o seu filho para essa apresentação, contando sobre ela aos poucos e fazendo uma aproximação gradual. Para o bem de seu filho, o proteja o máximo possível de seus relacionamentos e de possíveis sofrimentos que possam ser causados pla sua vida sentimental. Tenho certeza de que ele te agradecerá um dia.

domingo, 17 de outubro de 2010

SUA LINDA!

Só eu ADORO cantadas de pedreiro?

Me chama de telescópio que eu te faço ver estrelas... ;)

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Dia desses, nerdiando por aí, vi um daqueles gráficos que compara o cérebro feminino ao masculino. Uma das maiores partes do cérebro feminino era o que “fazia com que coisas que aconteceram há muito tempo fossem lembradas como se tivessem acontecido hoje”.

Isso me faz lembrar de começos... e o ruim dos começos é que eles sempre têm um fim.

Talvez por eu ser mimada demais, protegida demais, menina demais, eu não entenda quando algo não acaba do jeito que eu quero. Talvez até por acreditar nas minhas defesas, cada vez mais falhas, eu acredite que nada irá me abalar. Não de novo, não por um rompimento tolo. Mas abala.

Talvez por eu me entregar demais, me envolver demais, abala. Mas se me entreguei, foi por acreditar que havia achado o porto seguro com o qual todo navegante sonha. Porque enquanto navegantes, nós somos faltantes; mas, quando ancorados, a completude se revela. E uma vez que nós sentimos completos e voltamos a ser faltantes, não vemos outra saída senão buscar aquela sensação maravilhosa de novo. Se me envolvi tanto, é porque essa incompletude me incomoda e porque achei em você, finalmente, aquele porto em que poderia descansar o meu coração.

Depois de todo esse tempo, não posso dizer que estou bem. Ainda me arrependo de algumas coisas que me fiz para, em vão, tentar de atingir; ainda fico comovida quando dizem alguma coisa que me faz lembrar você; ainda evito os lugares em que estivemos para não me remoer com as lembranças; e eu, que nunca fui das católicas mais fervorosas, rezo todas as noites pedindo compreensão e paz de espírito.
Compreensão para que possa entender e fazer passar toda essa dor e paz de espírito para que não me sinta tão incompleta e consiga te esquecer.

"Eu quero amar alguém, sem delirar de novo."
(Cazuza)

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Testando um Smartphone


- Do you speak dog?
- Yeap, a little bit, yeah...

"Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, carie e pedra no rim.

Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.

Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.

Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada; se ele tem assistido as aulas de inglês, se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial; se ela aprendeu a estacionar entre dois carros; se ele continua preferindo Malzebier; se ela continua preferindo suco; se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados; se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor; se ele continua cantando tão bem; se ela continua detestando o MC Donald´s; se ele continua amando; se ela continua a chorar até nas comédias.

Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos;
Não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento;
Não saber como frear as lágrimas diante de uma música;
Não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso…
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer.
Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler… “

(Miguel Falabella)

sábado, 4 de setembro de 2010

Dia do Sexo


E eis que segunda feira, dia 6/9 é o dia do sexo. Segue uma lista do que eu não vou fazer esta segunda:
- Ligar para o alguém falando umas sacanagens;
- Uma orgia;
- Um menage;
- Sexo selvagem;
- Qualquer coisa que envolva sexo, putaria, sacanagem e afins.
...

Mas não é porque eu não vou comemorar que não quero que ninguém comemore. Segue algumas dicas bacanas para os maiores de 18 anos:

- Desconto em moteis? O Bons de Cama, dá! Com R$ 4,00 mensais você ganha 50% de desconto nos moteis cadastrados! Vale a pena para quem curte sair do quarto/sala/cozinha de sempre;

- Querendo apimentar a relação, mas sem coragem de ir a uma sex shop? Sem problemas! Apesar da carinha simples do SexToy, nela você encontra os melhores preços em brinquedos e acessórios. Não pode receber os produtos em casa? Opte pela postagem "posta restante". Com ele sua encomenda chega aos Correios (em uma caixa super discreta) e você recebe uma carta avisando que ela chegou. Perfeito se você tem uma família curiosa!;

- Insegura com sua forma de seduzir? O Artes Sensuais pode te ajudar! São alguns cursos pela internet - com vídeos explicativos e textos cursos - vão ensinar alguns truque novos. Eles tem curso de strip, pompoarismo, para deixar sua voz mais sensual... vale a pena!

É isso!
Aproveite muito e lembrem-se: o que vale é a entrega e a naturalidade. Você não precisa ser uma atriz pornô para agradar o seu parceiro... só seja você mesma e não queira só dar prazer... sinta-se confortável para senti-lo!

domingo, 22 de agosto de 2010

Eu queria matar a vontade dos meus olhos, da minha pele e da minha boca... Todo meu ser fica ansiando por vontade de você.
Vontade de te ver, te tocar... de fazer coisas nas quais prefiro não pensar. Porque se penso, as memórias me trazem as sensações mais revigorantes das quais consigo lembrar.
As vezes, perdida na lembrança, esqueço de todas as lágrimas que passaram. Só consigo lembrar das sensações e elas me guiam ao encontro feliz, próximo. Elas me fazem ir para frente do espelho para escolher roupas e pinturas, e imaginar espaços, falas, toques... imagino passo a passo como tudo vai acontecer.
Faço poses, fingindo te ignorar.
Já cansada de fingir, danço sozinha, como se estivesse te seduzindo.
Olho para o nada, me despindo para você.
Abro caminhos em minha pele, como se suas mãos me tocassem.
Eu brilho imaginando nosso encontro.
Porque, desta vez, eu vou decorar seu gosto, sua pele e seu cheiro... e assim, mesmo que você se vá, estará sempre em mim.
Como deveria ser.

Cachinhos de felicidade.

domingo, 8 de agosto de 2010

Ah, Patrícia, querida,

eu acho uma graça quando você diz que eu devo sumir. Caso não tenha percebido, eu sou você. Sou sua melhor parte, aquela que você tenta esconder, mas que dá gosto a tudo.
Se fosse por mim, você não acordaria tão cedo fingindo o sorriso para pessoas que você não suporta.Você voltaria a beber, voltaria a usar o que quisesse e a quem quisesse.
Você precisa disso, Patinha. Precisa. Ou você acredita que engana alguém sendo essa menina insuportavelmente doce e quase perfeita?
Você sabe que não é assim.
Sabe que precisa de uns tóxicos para fugir da monotonia, sabe que precisa de sexo para se sentir satisfeita e sabe que precisa mandar tudo e todos para a casa do caralho de vez em quando. Essa sua abstinência não te leva a nada, só faz com que você se engane mais. Faz com que você finja estar satisfeita com coisas que não te satisfazem.
Você se sente realmente plena indo para a Augusta e não indo ao lado podre?
Você gosta de não frequentar os lugares de família que tanto te divertiam?
Vale a pena você não chegar em casa sem uma amnésia, lembrando dessa vida sem emoção que você tem levado?
Você sabe que não.
Deixe de ser essa menina fofa querida por tantos. Solte sua voz, grite, esperneie pelas suas injustiças, seja a vadia que você sabe ser e esqueça toda a boa criação que você teve.
Se não por um tempo, por uma noite.
Eu preciso sair desse quarto pequeno e escuro que você me colocou.
Me deixe sair para que você seja você.

ass.: Eu

sábado, 7 de agosto de 2010