quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Rafaeeelle

Vulga Fá, Ayalinda, Rafa, amiiiga e afins.

Duas coisas:

"É essa incansável busca pelo prazer que me dá vida e me cansa. Essa paixão imensa por viver cada segundo intensamente, não disperdiçando nenhum minuto. Muitas vezes nessa busca, a mágoa e a decepção são inevitáveis... e junto com elas algumas juras e promessas, supostamente eternas - mas completamente sem sentido - são feitas. Passamos a viver nos defendendo de tudo e de todos, até a ferida cicatrizar. Ou não. Às vezes aparece um alguém que derruba todas as nossas barreiras e nos dá força para sentirmos e buscarmos novamente aquilo que era a inspiração de nossas vidas. E quando esse alguém aparece, oferencendo a segurança, o apoio e a coragem necessárias, a única coisa que a gente pode querer é agradecer e segurar essa pessoa... e não deixar ela sair do nosso lado nunca mais."

[por mim, em 25 de Julho de 2006]

"...É porque eu não quis o amor solene, sem compreender que a solenidade ritualiza a incompreensão e a transforma em oferenda. E é também porque sempre fui de brigar muito, meu modo é brigando. É porque sempre tento chegar pelo meu modo. É porque ainda não sei ceder. É porque no fundo eu quero amar o que eu amaria - e não o que é. É porque ainda não sou eu mesma, e então o castigo é amar um mundo que não é ele. É também porque eu me ofendo à toa. É porque talvez eu precise que me digam com brutalidade, pois sou muito teimosa…"

[Clarice Lispector]

É… por mais que o tempo passe, eu sempre posso dizer as mesmas coisas a você.

Minha vizinha, minha pequenina, minha diário… minha gêmea.
Porque eu sou aquela menina do sorriso 24 horas/dia, cheia das idéias mirabolantes, alto astral e forte pra caralh*... e você me fez ver isso ontem, há um ano e, se Deus quiser, continuará sempre!

Que seu sorriso gigaaante e seus olhinhos azuis estejam sempre ao meu lado, fazendo com que eu veja tudo sobre outro prisma, puxando a minha orelha, tendo aventuras malucas… e dividindo a vida comigo.

Obrigada por ser assim, tão você! :)

paaaa

domingo, 13 de dezembro de 2009

"A vida é como um almofadão:

Um dia você tá lá... bem… feliz… relaxando… no outro dia… PUFF…"

sábado, 12 de dezembro de 2009

É…

Você percebe que está completamente ferrada quando beija um cara que você queria beijar há bastaaante tempo… e não sente nada. Nadica. Porcariazinha nenhuma. Nem no sentindo físico, emocional, sentimental, racional, psicológico ou sei lá eu que outros sentidos existem.

Você ainda consegue ir além, trocando o nome dele toda vez que olha para seus cabelos – porque eles são bagunçados e cacheados como o da pessoa que você gostaria que tivesse ali –, e ligando um pouco alterada para o ausente…

Cansei dessa brincadeira. Alguém sabe alguma mandinga, simpatia, macumba, dança do desaparecimento ou qualquer outra coisa que faça com que eu magicamente me desencante?

Odeio me sentir assim.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Mulher-objeto

Confesso que certas coisas ainda me assustam.

Estava eu na academia, correndo atrás do meu projeto – Projeto Verão? Projeto Vestido-de-Formatura? Projeto Acaba-Logo-Porcaria-de-Promessa (que fez aniversário agora dia 05… um ano e cinco meses! UHU! =/ )? – quando encontro um conhecido que há tempos não via. Eis que colocando o assunto em dia (Tá namorando? Casou? E a faculdade?), tenho a seguinte devolutiva após afirmar que 'não, não estou namorando' e que 'sim, ainda quero me casar':

"…mas você sabe que está fazendo tudo errado, né? Se você quer casar, não precisa ser inteligente… é só ser ter um corpão…"

Na hora me faltaram palavras para definir o asco que senti. Acreditava que os homens que gostavam das "burras, porém gostosas" já não existiam mais e agradecia por isto. Mas, ledo engano. Eles ainda existem – e pior – ainda há mulheres que se sujeitam a isso: finjem-se de burras para manterem seus relacionamentos.

Alguém pode me dizer que graça há nisso? Porque, ao meu ver, isso nada mais é do que uma relação de interesses (ou relação puta-cliente, como preferirem): eu te como e desfilo com você, mas em compensação pago seus cartões de crédito. Quanto tempo dura uma relação assim? Um mês, um ano, uma vida? É preciso muita falta de auto-estima, por parte de ambos, para que isso aconteça. Você só terá a pessoa do seu lado como enfeite e conversará com ela sobre o que, como está frio hoje?

O tesão e a vontade de exibir o que possuímos, passam… são as conversas e os momentos bons, compartilhados, que ficam. Devaneios sobre o buraco negro, a cor da pitanga, canções de ninar e carneirinhos pulando a cerca, marcam. Infelizmente… ou não.

Mas, olha… foi bem fácil entender porque o panaca ainda está sozinho… e porque continuará se depender de mim e da minha campanha contra.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

orkutSó porque eu achei a coisa maaais toscamente fofa o "Pati" ali… :) hahaha

Te olho nos olhos

“Te olho nos olhos
e você reclama
que te olho muito profundamente

Desculpa.
Tudo que vivi, foi profundamente...
Eu te ensinei quem sou
e você foi me tirando
os espaços entre os abraços,
guarda-me apenas uma fresta.

Eu que sempre fui livre,
não importava o que os outros dissessem.

Até onde posso ir para te resgatar?

Reclama de mim,
como se houvesse a possibilidade
de me inventar de novo.

Desculpa.
Se te olho profundamente,
rente à pele,
a ponto de ver seus ancestrais nos seus traços
a ponto de ver a estrada muito antes dos seus passos

Eu não vou separar as minhas vitórias dos meus fracassos!

Eu não vou renunciar a mim
nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser
vibrante, errante, sujo, livre, quente.

Eu quero estar viva e permanecer
te olhando profundamente.”

[Ana Carolina]

~

Atração dos Sexos

Daqui.

Pô… a bunda precisa ser só grande ou à la Gracyanne Barbosa – ela anda e a bunda não mexe; ela pula e a bunda não mexe; ela rebola e a bunda não mexe; ela canta, dança e representa… e a bunda não mexe?

Porque se precisar ser só grande, tô quase criando um funk:

"Se liiiga aí, moçada,
pr'essa moda que eu tô lançando
se tu tem a bunda grande
feliiiz pode ir ficando!
Se tu não tem, ma oê,
isso é com você
porque eu… sou mó atraentchi,
sou mó atraentchiii"

Se nada der certo, eu posso ser atendente de telesexo ou funkeira, isso é fato.

Mas quem muito rebola, desanda. Tô é muito de boa de ser "atraente" por causa minha bunda. Prefiro ser atraente por atributos não-físicos. :)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Eu quero ser um cotonete!

Você tá lá com o cara.

Rolou uma química e aconteceu um beijo. O beijo aos poucos começa a encaixar melhor, suas mãos que estavam em seus ombros começam a procurar cabelos e ele ao seu pescoço… até que encontra com sua orelha. E resolve, do nada, que o ideal é enfiar a lingua dele dentro do seu ouvido, talvez na esperança de vê-la saindo do outro lado. E você, menininha bonitinha e gostosinha que até agora estava gostando de tudo, broxa.

Eu não sei em que manual estava escrito que mulheres gostam de línguas dentro de suas orelhas, mas ARRANQUEM essa página, por gentileza.

Não falo somente em meu nome, mas na maioria de nós, mulheres cansadas de sentir nojo de situações assim. Acredite, não é nada confortável ter alguém do seu lado fazendo as vezes de um cotonete. Sem falar que nós gostamos bastante de escutar o que se passa ao nosso redor… e ficar com saliva no timpano não permite que isso aconteça. Quando nós abaixamos a cabeça, não estamos fazendo charminho… simplesmente estamos evitando passar por essa situação. Então, entendam!

Mordidinhas, uma sacanagem ou uma assopradinha de leve são muito bem vindos,  mas sua língua, não.

Capice?

Ele não vem…

Marina estava impecável. Se preparou a semana inteira para o encontro de sexta-feira. Cabelo, roupas, depilação, perfume, vinho, música. Tudo perfeitamente calculado.

Esperou e ele não apareceu. Ela ficou de minuto em minuto observando o andar do relógio e quanto mais olhava, mais o relógio ia diminuindo o ritmo. Pensou em ligar, mas não iria se submeter a isso. Esperou a noite inteira e ele simplesmente não apareceu. Um grandessíssimo filho da puta.

Parou em frente ao espelho e não pode esconder o peso do desapontamento. Os olhos estavam borrados, com pálpebras caídas e o olhar assassinado. Fechou a casa, desligou o rádio, odiou a algazarra que vinha do bar ao lado do prédio.

Tudo a irritava.

Desejou com toda a sua força um tapa ouvidos para não ouvir nem um som do mundo. Como pode outros com tantos prazeres e alegrias e ela com nada? Deitou no sofá da sala que escurecia. Ficou ao lado do telefone. Quem sabe ele ligava? Amanheceu na sala. Pela janela o sol batia em suas coxas e vinha subindo pelas suas entranhas. Se despiu sozinha e aos poucos. Abriu mais a cortina e as coxas e deixou que o sol a possuísse.

Daqui.

~

Vocês tem a impressão de que certas coisas vem ao nosso encontro?

Posts de um blog onde você não conhece ninguém que diz tuuudo aquilo que você sentiu, mensagens no seu celular de uma fulana falando que estará no Rio na quarta e para ele ligar se quiser vê-la, pessoas que brotam dizendo que viu o fulaninho não sei onde quando ele disse que estava chegando ou coisas assim?

E você nem precisa ir atrás… parece que tudo faz questão de cair no seu colo, de mão beijada.

Precisamos nos benzer. Isso é fato!

E você, amiguinha, precisa desfazer esse acordo que você fez com Deus para ter esse “dom da premonição” – ou informantes em todas as esquinas, como quiser… isso é fato também.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Sei lá…

São estranhas as peças qeu a vida nos prega. Em um momento, pessoas que você nunca imaginou que um dia fariam parte de sua vida, tornam-se seu cotidiano, enquanto outras, que eram seu diário, subitamente tornam-se mais distantes.

Posso dizer que a minha vida mudou bastante este último trimestre. Pessoas que eu acreditava que não iam muito com a minha cara mostraram-se significativas o bastante para fazerem parte do meu cotidiano… e hoje é estranho imaginar como não nos falávamos desde o começo do ano. São idéias que se completam, experiências trocadas que no fundo tem a mesma vivência, ensinamentos diários, uma melhor aceitação sobre diversos fatores e filosofias e mais filosofias sobre a vida e afins. E tudo isso em apenas três meses!

Neste mesmo período também quis me fazer apaixonada por alguém. Imaginava que, por saber da paixonite que ele sentia por mim, tudo seria mais fácil… era só eu ficar afim também que, pronto, love is in the air… Mas não. Não é fácil assim. Você percebe que no coração você não manda. Percebe que embora ele te atraia fisicamente, uma vez que possui todos os atributos que você acha interessante, é preciso muito mais para que uma paixão aconteça.

Você não começará a gostar de telefone só porque ele te liga; você não começará a mandar mensagens todo dia só porque ele manda; você não começará a gostar do riso dele se este irrita desde o primeiro dia; o beijo de vocês não encaixará de uma hora para outra porque você resolveu isso; suas noites parecerão valiosas demais para serem gastas com alguém que para você não faz diferença, alguém que você precisa pedir para que vá; você não terá coragem de dizer a ele o que passa na sua cabeça quando ele te olha; você tem a impressão que nunca conseguirá dizer a ele tudo o que pensa, quer, deseja… tudo isso são coisas que simplesmente acontecem. Quando você menos espera, com a pessoa mais improvável possível, acontece. E é sempre com aquela pessoa que não pode ser. Aquela que nunca virá a sentir o mesmo por você. E sabe tudo aquilo que não te agradava com o outro? De repente, torna-se o seu passatempo preferido…

Nesse momento, você percebe o quão estúpido é por tentar controlar o que sente e mesmo por tentar sentir algo que sabe não ser possível. E se martiriza por saber que a história de sua vida se repete de novo… e descobre que, por mais que deseje, não é alguém por quem as pessoas podem se apaixonar…

“- E como ele é, fisicamente atraente e sentimentalmente indisponível?
- Não, esse é você…”

[Brothers & Sisters]